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Unidade de Saúde Pasqualini promove roda de conversa para prevenir suicídio

suicídio

Aos 14 anos, Clair Abreu, dona de casa de 59 anos, tentou o suicídio. Vivendo com depressão a maior parte da vida, também perdeu o pai e o marido, que provocaram a própria morte. Infelizmente, a história da moradora de Sapucaia do Sul é mais comum do que a maioria das pessoas imaginam, pois até pouco tempo atrás não se falava em suicídio. Terminar com este tabu é o objetivo do Setembro Amarelo, campanha aderida pela Unidade Básica de Saúde Pasqualini. Ao longo deste mês, sempre nas quintas-feiras, o tema é abordado em rodas de conversa com a comunidade.

Hoje, 21, a psicóloga Tayara Maronesi conversou com os usuários da unidade sobre a polêmica série que aborda os 13 porquês de uma adolescente ter cometido o suicídio, e pediu que eles construíssem uma lista com mais de 13 porquês para preservar a vida. “Depois de muito estudo se percebeu que é importante falar sobre suicídio. No Brasil, 32 pessoas por dia tiram a própria vida, e este número é muito alto”, comentou a psicóloga.

         Tayara também falou sobre alguns sinais que podem indicar que a pessoa está pensando em suicídio. Entre eles, expressar a intenção de tirar a vida, procurar métodos ou instrumentos para provocar a própria morte, visitar ou convidar pessoas para se despedirem dela, fazer testamento, falar frases como “não aguento mais”, “quero sumir”, “minha vida não vale a pena”, entre outros sinais. Na próxima quinta-feira, 28, das 14h às 16h, a empresária Alexandra Porcher falará  sobre “A beleza do amor próprio”. A UBS Pasqualini fica na Rua Ciro Silva, s/nº, Bairro Pasqualini.

Querer sumir – Filha de um pai alcoólatra  e agressor, a dona de casa Elisabete Santarem Gelinski, 49 anos, conta que suas crises de ansiedade começaram na infância. Mas foi após a morte de um sobrinho, há 10 anos, que ela entrou em depressão profunda. “Tentei me matar tomando medicamentos, pois achei que seria mai fácil morrer do que continuar vivendo. Mais aí me dei conta que estava sendo fraca, e pelos meus filhos, parei de tomar aqueles remédios. Dormi por dois dias, e quando acordei, procurei um médico”, conta.

Elisabete está em tratamento, mas diz que muitas vezes tem “vontade de sumir”. Segundo ela, falar sobre seus sentimentos e seus problemas lhe ajuda a seguir em frente. “Vejo que não estou sozinha, e que meus problemas, muitas vezes, são pequenos perto dos problemas de outras pessoas”, diz. Por conta disso, semanalmente, ela participa do grupo de artesanato As Arteiras, realizado no posto de saúde.

Rede integrada: Conforme o secretário municipal de Saúde de Sapucaia, Neio Lúcio Pereira, o Município conta com uma rede integrada para o cuidado em saúde mental. O atendimento ocorre nas unidades básicas de saúde; nos três Centros de Atenção  Psicossocial, o CAPS Álcool e Drogas, o CAPS II  e CAPS Infantil; e a Unidade de Saúde Mental do Hospital Getúlio Vargas, que conta com 18 leitos.

Neio orienta que, em caso de depressão, a pessoa deve procurar ajuda na unidade de saúde mais próxima da sua casa, ou em um dos CAPSs.  “Nos casos mais graves, é feito o encaminhamento à Unidade de Saúde Mental do Hospital Municipal Getúlio Vargas para internação”, falou o secretário.   

O atendimento nas unidades de saúde é feito por meio de rodas de conversa e oficinas, com o apoio e orientação do Núcleo de Apoio à Saúde Mental da Família (NASF) e da Equipe de Apoio em Saúde Mental. Nos CAPSs, o atendimento é feito de maneira individual, familiar e em grupo, e por meio de oficinas. Os centros contam com equipes multiprofissionais, formadas por médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, técnico de enfermagem, assistente social, educador físico e terapeuta ocupacional.

        O CAPS – AD é voltado para o atendimento de pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e/ou outras drogas, enquanto o CAPS II  atende pessoas em sofrimento psíquico severo e persistente. Já o CAPS i é um centro especializado para o atendimento de crianças e adolescentes com sofrimento psiquiátrico grave e persistente e/ou com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

Onde buscar atendimento:

Unidades Básicas de Saúde

        CAPS II – Rua General Osório, esquina com a Rua Guerreiro Lima. Atendimento de segunda a sexta-feira, das  8h às 18h. Telefone 3474-1833.

        CAPS AD – Rua Alfredo Juliano, nº 560, Bairro Primor. Atendimento de segunda a sexta-feira, das  8h às 18h. Telefone 3474-4470

        CAPS i – Rua São Luiz, 63, Bairro Jardim. Atendimento de segunda a sexta-feira, das  8h às 18h. Telefone 3451-2441.

         Centro de Valorização à Vida: ligue 141

Comunicação Social PMSS

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