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TBT Sapucaia – Capítulo16

TBT Sapucaia – Capítulo16

#TBTSApucaia Capítulo XVI

UNIÃO DOS AMIGOS DE SAPUCAIA

Os moradores de Sapucaia, que na época iniciava no Arroio Sapucaia, fazendo divisa com Canoas e se estendia pelas vilas Duque e Batista, foram surpreendidos no dia 13 /01/1948 com a notícia da assinatura da Lei Municipal nº 10, que desmembrava o território de Esteio, transformando- o no 1º Subdistrito do Município de São Leopoldo. A divisa entre Esteio, que passou a condição de vila, e o restante de Sapucaia, então ainda chamado de Guianuba, seria a estrada que partindo dos Três Portos, na margem esquerda do Rio dos Sinos, se dirige rumo a sudeste até chegar a Gravataí.

Visando diminuir as queixas e reclamações dos moradores de Sapucaia o Prefeito de São Leopoldo, Dr. Mário Sperb sanciona a 20 de agosto de 1951 a Lei nº 303, reestabelecendo a denominação de Sapucaia para o 7º Distrito. Essa demanda vinha se arrastando desde o ano de 1938, quando houve a alteração da denominação para encobrir um erro no mapa do Estado elaborado na ocasião.

Essa separação foi bastante traumática para os moradores de Sapucaia. Porém, no dia 30 de junho de 1953 uma comissão de líderes de Esteio lança manifesto denominado “Movimento Emancipacionista de Esteio e Sapucaia”. O que os representados de Esteio pretendiam era unir-se novamente a Sapucaia para formar um único distrito novamente e lutar pela emancipação. Os representantes de Sapucaia, unidos responderam em 22/09/do mesmo ano, que sentiam “Uma acentuada repulsa em quebrar os laços tradicionais que nos unem ao secular Município de São Leopoldo, para criar, com o nosso esforço, um município que ainda está por nascer.”

Dessa maneira a União dos Amigos de Sapucaia recusou a proposta dos esteienses, negando seu apoio a pretensão dos coirmãos e a busca de um plebiscito. Em certo trecho da recusa, os integrantes da UAS acrescentam: “Sapucaia representa atualmente a tradição riograndense viva e palpitante, no meio das populações indígenas que mais tarde povoaram nosso solo”. Assinaram esse documento os seguintes moradores de Sapucaia: Presidente Dulcimar Cardoso, Secretario Renato Camboim, e demais representantes: João Silveira de Vargas, Francklin C. da Silva, Homero Zandonai, Arthur Stumpf, Antenor C. da Silveira, Ernesto Barcelos, Homero Silva, Darcy O. Ströher,, Ergasto Crespo, Capitão Victor Bressane, Álvaro Pavoas, Carlos Delbono, Fioravante Zandonai, Alvício Dias, Adauto de Oliveira Cozza, Hilton Camboim , Antônio Aimi, Argemyro Ribeiro Moreira além de outro signatário que consta como Silveira e Dias.

Esse documento calou fundo nos corações dos sapucaienses que no plebiscito rejeitou a pretendida emancipação em conjunto com Esteio, que já declarava que seria a sede do novo município.

Embora tenham se mantidos fiéis a São Leopoldo, os moradores do 7º Distrito ainda tinham muitas queixas em todos os sentidos, pois não havia ruas pavimentada, água ou luz e muito menos atendimento à saúde e educação conforme as necessidades da população. Portanto, ainda havia muita tensão entre os moradores de Sapucaia com o descaso da Prefeitura de São Leopoldo com o seu último distrito, o 7º, pois todos os demais já haviam se emancipado.

No dia 14/11/1959 em reunião com os componentes da União dos Amigos de Sapucaia, o candidato a prefeito de São Leopoldo, Siegbert Saft, declarou textualmente: “para mim será uma questão de honra atender Sapucaia, conforme os recursos e como ela merece.” Essa promessa foi reafirmada em outra reunião realizada no dia 23/11, quando Saft reafirmou que atenderia os legítimos reclamos da população sapucaiense, pois o distrito recolhia recursos suficientes para transformá-los em utilidades públicas.

Os moradores de Sapucaia haviam resistido bravamente ao convite para participar da criação de um novo Município juntamente com Esteio, pois uma das questões era a certeza de que continuariam sendo tutelados, não por São Leopoldo, mas pelos líderes de Esteio que se colocavam em um patamar mais elevado. E, para os sapucaienses isso era intolerável, pois era como se a mãe fosse tutelada pela filha, uma vez que durante séculos o aquele local fora uma fazenda, dependendo totalmente dos serviços e do apoio de Sapucaia.

Havia agora uma sensação de alívio, pois o homem que se elegera prefeito de São Leopoldo se comprometera em atender as necessidades do 7º Distrito. Era preciso aguardar até as coisas começarem a acontecer.

Eni Allgayer

1º/08/2021

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